Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Fotos históricas alteradas

Assim, Cristina Kirchner, que  pretende reescrever a história da Argentina,

vai morrer de inveja

 

Livro com fotos originais expõe a indústria da falsificação histórica criada por Stalin
-Jaime Klintowitz -
 
 
 
O original mostra Nikolai Antipov, Stalin, Sergei Kirov e Nikolai Shvernik em Leningrado, em 1926, comemorando a vitória sobre seus adversários no PC. Preso e executado em 1941, Antipov foi o primeiro a sumir quando a foto apareceu no livroHistória da URSS. Shvernik, chefe de Estado até a morte de Stalin, sumiu na republicação numa biografia do ditador. Por fim, quando a foto foi copiada num retrato a óleo, Kirov, o chefe do PC em Leningrado, assassinado provavelmente a mando de Stalin, ficou de fora.
Logo que se tornou todo-poderoso na União Soviética, no final dos anos 20, Josef Stalin precisou retocar um detalhe biográfico particularmente embaraçoso na própria carreira: a modestíssima participação nos grandes acontecimentos de 1917. Com a mesma meticulosidade com que exterminou seus desafetos reais ou imaginários, Stalin se fez incluir no comando da Revolução Russa, mesmo que para isso tenha sido preciso pôr em movimento a mais espantosa indústria de falsificação da História.  
 
 
A foto de Lenin e Stalin em Gorki, em 1922, é falsa. Ainda assim, a máquina de propaganda stalinista a reproduziu em pinturas e esculturas para reafirmar a idéia de Stalin como o herdeiro indicado pelo Pai da Revolução. Na vida real, Lenin temia a ascensão de Stalin, mas estava doente demais para evitá-la.
 
Durante as três décadas de pesquisa, King reuniu a melhor coleção de fotos históricas originais do período stalinista. Boa parte do material foi coletada na própria União Soviética, trabalho facilitado depois que o comunismo virou fumaça. A maioria, contudo, estava no Ocidente, enviada como material de propaganda soviético e fora do alcance da purificação iconográfica que se seguia a cada expurgo dentro do Partido Comunista. Publicadas lado a lado, original e falsificação traçam um retrato concreto da luta pelo poder deflagrada após a morte de Lenin, em 1924.
 
 
O mais conhecido caso de falsificação stalinista, a foto de Lenin discursando para as tropas diante do Teatro Bolshoi, em 1920, foi retocada para retirar de cena Trotsky e Kamenev, inimigos de Stalin, depois assassinados. Os soldados estão de partida para combater o Exército polonês. A foto original foi um ícone soviético enquanto Lenin viveu e Trotsky estava no poder. Nesta versão, os indesejados foram substituídos por alguns degraus de madeira .
 
 
Tragédia pessoal - A União Soviética não foi a única ditadura recente a lançar mão da manipulação de imagens ou se aventurar a falsificar cenas históricas inteiras  a China, por exemplo, reencenou a Grande Marcha em benefício dos fotógrafos. O extermínio da velha-guarda bolchevique, com toda a crueldade inerente ao fato de que as vítimas eram os mais dedicados comunistas, também empalidece diante dos números apocalípticos do terror stalinista  estima-se que 13 milhões de camponeses tenham sido mortos durante a coletivização do campo.  O sumiço dos caciques vermelhos, contudo, foi mais bem documentado. Cada foto adulterada esconde uma tragédia pessoal em que se conhece a vítima e seu destino. King narra casos de viúvas que, com medo da polícia, rasgaram as fotos do marido executado por ordem de Stalin, de filhos que jamais mencionaram o nome do próprio pai. 
 
 
Na foto original, ao lado, Lenin e Trotsky, os dois principais líderes bolcheviques, comemoram o segundo aniversário da revolução na Praça Vermelha, em 1919.
Na republicação em 1967, Trotsky e outro líder importante, Lev Kamenev (de barba e boné à esquerda de Lenin), tinham sumido. Também desapareceu Artashes Khalatov (de barba, abaixo de Trotsky), militar executado durante o expurgo do Exército Vermelho em 1937. Na frente, de mãos no bolso, está Maxim Litvinov, ministro das Relações Exteriores de 1930 a 1939. Ele morreu em 1951, provavelmente assassinado pela polícia secreta .
 
Stalin não ficava satisfeito em apenas matar os adversários no partido, como Lev Kamenev, Grigori Zinoviev ou Leon Trotsky, mas também insistia em eliminá-los da História. Dentro de sua lógica brutal, isso fazia sentido: era uma lição para os sobreviventes e uma reafirmação do poder absoluto ."Quanto maior a calamidade causada por Stalin à nação, mais o arquiteto necessitava ser exaltado", escreve o historiador Stephen F. Cohen, da Universidade Princeton, no prefácio de The Commissar Vanishes. Numa pintura famosa, Stalin desce do trem junto com Lenin para a triunfal recepção na Estação Finlândia, em 1917. Na vida real, o futuro ditador nem sequer estava em Petrogrado naquele dia. As fotos originais permitem saber quem estava mentindo.
Recebido por email
 
publicado por puteiro-nacional às 12:39
link do post | comentar | favorito
|

.posts recentes

. CARA NOVA NO CONGRESSO -...

. Blog do Briguilino - Miau...

. Blog do Briguilino - Miau...

. ...

. HOMENS, UNI-VOS!

. "No future!'

. O que é "um grande homem"

. ...

. Onde ele está?

. A corrupção e o caranguej...

.arquivos

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds