Domingo, 2 de Outubro de 2011

Voto Distrital


Para iniciar, uma homenagem a Odorico Paraguaçu, exemplo fiel
do verdadeiro político brasileiro, tanto na moral quanto na patriótica oratória, inclusive em termos gramaticais.

***
"Tomo posse como prefeito desta cidade com as mãos limpas eo coração nu, despido estripitisicamente de qualquer ambição de glória. Nestahora exorbitante, neste momento extrapolante eu alço os olhos para o meudestino e, vendo no céu a cruz de estrelas que nos protege, peço a Deus queolhe para nossa terra e abençoe a brava gente de Sucupira."

http://www.euvotodistrital.org.br/assine/

Todos sentimos desânimo em assinar qualquer tipo de Manifesto como esse (pelo Voto Distrital), principalmente depois do que aconteceu no caso do Ficha Limpa.

Mas não é motivo para deixar de assinar, porque tal desânimo seria um grande aliado dos nossos inimigos: essa gente moralmente minúscula.   É duplo o agradecimento da patifaria política que se aproveita da ignrância de uns e da letargia de um povo sem reação de outros.

Processo natural e infalível:  quanto mais desanimamos e recuamos mais eles avançam. E quanto mais nos fortalecemos e pulamos para cima deles, mais se encolhem.   



Sobre o Voto distrital  -  Voto consciente
Merval Pereira - Merval Pereira - set.2011
Nãoé a primeira vez que um fato isolado expõe com crueza a separação entre o quequer a sociedade e o que fazem os políticos. A absolvição da deputada federalJacqueline Roriz, flagrada em filme recebendo uma propina do esquema do entãogovernador Arruda em Brasília, foi um tapa na face da opinião pública eexplicitou a necessidade de uma mudança na representação congressual paraaproximá-la do sentimento da sociedade. 

Aproposta de reforma política apresentada pelo relator da comissão especial, opetista Henrique Fontana, dá, com a lista fechada, uma força às direçõespartidárias que elas não estão a merecer.
Aproposta de voto distrital, em contrapartida, dá ao eleitor a chance defiscalizar de perto a atuação de seu escolhido e, por isso, a adesão ao manifestose amplia.
Alegitimidade do Congresso Nacional como instituição estaria ameaçada porpráticas fisiológicas que já são nossas velhas conhecidas: clientelismo,malversação, promiscuidade.
Osdefensores do voto distrital alardeiam pesquisas que mostram que um mês após aeleição, 30% dos eleitores já não se lembram em quem votaram, pois votam semconhecer bem os candidatos.
Estenúmero aumenta para 70% em relação às eleições anteriores. O mesmo processoaconteceria em relação ao candidato, que, tendo uma votação fragmentada, não sesentiria ligado ao eleitor e, por outro lado, os eleitos por votos corporativossó se sentiriam responsáveis por aqueles nichos em que atuam.


Ovoto distrital é um sistema de voto majoritário no qual um estado (ou cidade) édividido em pequenos distritos com aproximadamente o mesmo número dehabitantes. Cada partido indica um único candidato por distrito e cada distritoelege um único representante pela maioria dos votos.
Omovimento #euvotodistrital defende o sistema majoritário de dois turnos, ouseja, o voto distrital puro. Essa modalidade, alegam seus coordenadores, alémde trazer todos os benefícios do distrital como conhecemos, preserva osinteresses das minorias ao exigir segundo turno, caso o candidato não tenha 50%+1dos votos. 
Jáestá em tramitação um projeto de lei que determina que as eleições para ascâmaras em municípios com mais de 200 mil habitantes sejam feitas pelo sistemamajoritário, proporcionando aos eleitores a experiência de viverem um sistemaeleitoral diverso, para que, no futuro, possa ser adotado em outras eleiçõeslegislativas. 

Umadas características do voto distrital seria possibilitar ao eleitor trabalharcontra um candidato, o que, no atual sistema brasileiro, simplesmente nãoexiste. 
Umparlamentar corrupto em busca da reeleição dispõe, no sistema atual, decaminhos para contornar resistências e continuar fraudando o mandato popular.Como é o caso do deputado Valdemar da Costa Neto, que se elegeu às custas dassobras de votos de Tiririca.
Asvantagens do sistema distrital majoritário são muitas, segundo os formuladoresdo projeto: é um sistema simples e de fácil implantação; incentiva aparticipação do eleitor, que exerceria maior vigilância e fiscalização sobre orepresentante eleito do seu distrito, e permitiria diminuir o custo dascampanhas eleitorais para o país como um todo.
Cadapartido só poderá apresentar um candidato por distrito, reduzindo drasticamenteo número de candidatos nos estados e no país.

Alémdisso, o candidato concentrará sua campanha no distrito no qual concorre, tendofim as campanhas eleitorais milionárias em que os candidatos, no sistema atual,se veem obrigados a fazer campanha em todo o estado.

Umacampanha milionária num distrito, por sua vez, será escancarada perante oeleitor, podendo criar constrangimentos. 

Nadefinição do cientista político Amaury de Souza, que também está envolvido nacampanha, o voto distrital, ao adensar a relação do eleitor com o deputado,fortalece o Poder Legislativo face ao Executivo.

Aacusação de que o voto distrital é paroquial é rejeitada pelos coordenadores dacampanha, que afirmam que, ao contrário, o voto distrital majoritário é muitomenos provinciano e paroquial do que o sistema atual.
   
Umdeputado que disputa uma eleição majoritária num distrito que pode ter 250 mileleitores é obrigado a compor com todos os interesses daquela comunidade, nãopode ser paroquial.
Aocontrário do paroquialismo, o voto distrital majoritário modernizaria, tornariacosmopolita a representação na Câmara.
ParaAmaury de Souza, o distrital majoritário torna a eleição mais inteligível, oeleitor vê melhor a relação entre seu voto, seu candidato e o vencedor.
Umaprojeção das bancadas partidárias, respeitando-se o número de cadeirasexistentes para cada estado na Câmara dos Deputados, e criados tantos distritosquantas cadeiras estarão sendo disputadas, mostra um quadro de perdas e ganhospara os partidos.
OPT, por exemplo, perderia oito cadeiras na Câmara, enquanto o PMDB ganharianada menos que 14. O PSDB ganharia cinco deputados federais, enquanto o DEMperderia dois. PP, PR, PDT e PCdoB seriam os partidos mais prejudicados: cadaum perderia cinco deputados federais. Entre os nanicos, o PSC perderia seisdeputados federais.
-Evidentemente, esse cálculo foi feito com base em resultados de uma campanhaproporcional. Com o voto distrital, os critérios de escolha do candidato têmque ser outros, daí a vantagem do sistema, que aproxima o eleito do eleitor -defende Amaury de Souza.

VAMOS VOTAR, MINHA GENTE
*
E PARTIR PARA CIMA DOS BANDIDOS
QUE SE FAZEM DE IMPORTANTES,
EMBORA DEPENDAM DE NÓS.

publicado por puteiro-nacional às 10:41
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3 comentários:
De maisumonline a 2 de Outubro de 2011 às 12:16
Hehehehehe da uma zoiadinha....

Abraço

http://www.youtube.com/watch?v=ABDrIAhk1mY


De Jurema Cappelletti a 2 de Outubro de 2011 às 14:07
Valeu a pena a zoiadinha.

Em retribuição, vai aí outra maravilha photoshopiana: http://www.youtube.com/watch?v=AFwFOH6h4lo.

Essa é especial para os ingênuos que compram propaganda enganosa das revistas.

Talvez sirva como um alento para aquela ministra com aparência de transexual. Pode ser que ela desista de se suicidar, caso a propaganda da linda Gisele não seja retirada do ar. HEHEHEHEHE (gargalhadas em tom maquiavélico)

Um abração, Ju


De Anónimo a 3 de Outubro de 2011 às 12:59
COM O VOTO DISTRITAL PERMITINDO O CONTROLE DO POLÍTICO PELOS ELEITORES ACREDITO NA MELHORIA DA POLÍTICA.O VOTO EM LISTA FECHADA DESPREZA O DESEJO DO ELEITORADO E NÃO PASSA DE ARMADILHA PARA A INSTALAÇÃO DE UMA DITADURA DE ESQUERDA,MAIS CORRUPTA DO QUE ATUALMENTE.LI NOTÍCIA DE QUE O TIRANO DA CORÉIA DO NORTE USA E ABUSA,ATÉ SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO GOZA DE BENEFÍCIOS NEGADOS AO RESTANTE DO POVO.((E QUEM ME CONHECE SABE,QUE GOSTO MAIS DE ANIMAIS,DO QUE DE GENTE))ASSIM É EM CUBA E FOI NOS PAÍSES DA CORTINA DE FERRO,BEM COMO NA CHINA.
TOM


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